segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Morte

Poucas pessoas têm a coragem para comentar com seriedade o tema “morte”.
Pelo que se sabe, ninguém que tenha vivenciado a morte de facto teve a oportunidade para depois contar a sua expriência. Dar trabalho ao coveiro não costuma ser intenção das pessoas.
Duas situações que, normalmente, fazem com que as pessoas “desejem” a morte, ou melhor, acreditam que estejam preparadas para a morte (excepto outros casos “excepcionais”) são o sofrimento insuportável e desesperado e a velhice.
No caso do sofrimento insuportável e desesperado a morte é vista como uma “solução”. No entanto, na maioria dos casos, só é digna se vier por si própria!
Depois de uma vida de etapas onde se pensa ter alcançado tudo e vivido bastante é posta como a última etapa a morte.
Mas, e se houvesse uma outra solução para quem já não tem esperança e ou uma outra opção para quem já não espera nada?
A ideia da morte e de morrer certamente agrada há muito poucos (excepto outros casos “excepcionais”). Quem se dedicar a pensar sobre isso e se for “realista” descobrirá sem supresa que a morte é um grande mistério e continuará a causar, no mínimo, muita angústia, pelo menos, aos ignorantes sobre a matéria que vivem na incerteza sem saber para onde foi e como estará quem a morte suponha já não ser um mistério.

Paula Ribeiro

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Egoísmo Até Depois Da Morte


Eu e os meus amigos já, algumas vezes, debatemos o tema o que fazer com o nosso corpo depois da morte. E todos têm a mesma opinião: fazem do meu corpo o que bem entenderem! Ufa, ainda bem que não tenho de tomar essa decisão. Deve ser o que todos pensam!
Ao preencher um “boletim de saúde” deparei–me com a pergunta “deseja doar os seus órgãos depois da morte?” Num primeiro instante, fiquei chocada, depois reflecti sobre o quão importante os meus orgãos poderão ser para um vivo que precisa deles para sobreviver. Ainda assim, cheguei à conclusão que preferia não ter de responder esta a pergunta. Aliás, preferia não a ter lido. No entanto, depois disso já fiz algumas perguntas a mim mesma e não estou certa das respostas. Afinal, é depois da morte. Para quê é que um morto precisa dos orgãos. E se fosse para mim, ou o pior, para o meu ente querido vivo a espera da ajuda de um morto?
Como é possivel ser egoísta até mesmo depois da morte?

Paula Ribeiro

segunda-feira, 8 de junho de 2015

E se percebêssemos que as pessoas e os momentos são passageiros?


Existem pessoas que desejamos que nunca se afastem da nossa vida ( nem no tempo, nem no espaço). Vivemos momentos que desejaríamos que perdurassem para sempre. No entanto, deveríamos ter sempre a consciência de que: os momentos são passageiros e as pessoas saem das nossas vidas; que, mesmo que seja apenas porque no Universo tudo se transforma, poucas pessoas permanecem na nossa vida para o todo sempre e quase nínguem permanece de igual modo desde sempre. Crescemos e afastamo-nos dos nossos pais, deixamos os amigos de brincadeiras de infância, os apaixonados secretos, o primeiro amor que talvez nunca tenha sabido que foi o primeiro amor, os colegas de jardim, a professora da primeira classe. Coisas que não voltam mais!
A teoria de que as pessaos saem das nossas vidas para dar lugar a outras que trazem algo de novo e quem sabe de melhor, parece ser boa, mas será? O que sabemos é que elas saem e, por isso, os momentos vividos não se repetem. Só por isso, deveriamos tirar o “proveito” das pessoas “de boa alma” que cruzam os nossos caminhos e dos momentos que nos proporcionam. Mesmo que não saiam das nossas vidas os momentos são diferentes e cada momento deveria ser “aproveitado” como se fosse o único e último.

Paula Ribeiro

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sim, estou bem! Será que sim?


Oh que maçada! Ninguém se interessa por saber das artroses, dos reumatismos, da dor de barriga mensal etc. O facto de se perguntar se está tudo bem não quer dizer que quem pergunta esteja propriamente interessado no seu bem-estar. Embora não lhe queira mal, aliás, nem quer saber.
O facto de se responder sim e agradecer (porquê mesmo?) também não quer dizer que se esteja tudo bem.
Por vezes, na tentativa de evitar estar a “maçar” os outros, que educadamente nos cumprimentaram, com os nossos problemas habituamos a responder: sim, estou bem!
- Olha, afinal não estou assim tão bem….
- Desculpa, estava a ler um post de uma amiga e não te consegui perceber muito bem. Dizias?

- Ahm, o tempo hoje está maravilhoso, não achas?
Paula Ribeiro