segunda-feira, 27 de julho de 2015

As Coisas Boas e Banais


Por vezes, damos tanta importância às coisas que não correm bem, que não
estão a correr conforme desejaríamos, que acabamos por não valorizar as
coisas boas que acontecem na nossa vida.
Existem aquelas coisas boas que acontecem e que mantemos em segredo
para não sermos vistos como loucos, porque são mesmo banais! Porém,
curiosamente, são as pequenas coisas boas e por vezes mesmo banais, que
nem valorizamos tanto assim, como um sorriso, uma gargalhada, um abraço,
um amasso, um cheiro e até uma pequena maçada que não nos deixem a cair
nos “buracos”, que nos ajudam a sair do escuro e que nos afastam das coisas
más que persistem em nos perseguir.

Paula Ribeiro

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Emprestem-me uma “Fada Madrinha”!



Talvez por sentir mais falta do que alguma vez assumiria ou do que alguma vez iriam acreditar. Mais do que nunca morro do medo de “faltar” aos meus amigos, do medo de “falhar” para com os meus amigos.
Diz-se que os verdadeiros amigos são para sempre. Talvez seja verdade, mas é verdade também, que a amizade é uma preciosidade e as preciosidades costumam perder o seu valor por ter um risquinho ou um aranhão e se se partirem serão difíceis de serem colados. E para piorar, ensina-se que os “maus amigos” são para se evitar. Sendo assim, torna-se mais difícil saber lidar com os amigos que se “portam mal”.
Descobri que não suportava ser ex- amiga. Por isso, queria que alguém me emprestasse uma “fada madrinha”. Queria pedir-lhe que tornasse os meus AMIGOS meus familiares de sangue.
Até onde sei, ninguém passa a ser uma ex-prima ou ex-irmã. A pessoa pode ser  boa ou má. Pode-se até dar ao caso de cortar as relações, mas antes disso, tenta-se compreender, ajudar, dar conselhos. É sempre mais fácil perdoar e reatar as relações. Família é sempre “família”!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Carta Anonimu



As vez i difícil acredita pamode kel kum ta senti pabo i real...
Oto hora prope, nta deseja pal passa, pal ka ser verdade...
Ma dipos… tud hora nta xinti med di discubri  pamode kel sentimente li i apenas um fantasia...
Kel kum ta xinti pa bo, ta parce tan profund ku t mi nta fikaba chocad sim bem discubri pamode i ka nada….
Pa gosi ka era pal djal tinha passad …
Kel sentimente li ta parce demasiado pa ser verdadeir, demasiado pa ser bem sucedido e ao mesmo temp demasiado pa fica em vão….
Por iss, desespero també ta acompanha kel sentimente li. I ka um desespero de um desesperado mas um desespero de um alguém ku consciência k sil fosse irracional al ta conseguiba viveba kel sentimento di verdade, si é k é um sentimente  verdadeiro.
Era preciso ser irracional pa mata kel sede li…. Ma ntem med de mata kel sede li.
Tem tante kusa pa faze ku kel sentimente li, kul ka pode serbi apenas pa mata sede, kul ka pode ser apenas um fantasia, um imagem d´ amor di mei de vera.


Paula Ribeiro

Carta Anónima


As vezes, é difícil acreditar que o que sinto por ti é real.
Por vezes, desejo que tudo isso passe, que este sentimento não seja real….
Outras vezes e ao mesmo tempo tenho medo que seja apenas uma fantasia.
O que sinto por ti parece tão profundo, que seria chocante descobrir que afinal não é nada…
Em princípio já deveria ter passado…
Este sentimento parece demasiado para ser verdadeiro. Demasiado para ser bem sucedido e ao mesmo tempo demasiado para ficar em vão, demasiado para não ser vivido na sua plenitude.
Por isso, o desespero também acompanha este sentimento. Não um desespero de um desesperado, mas um desespero racional que deseja continuar a ser racional.Um desespero racional que tem a consciência de que só a irracionalidade lhe permitia viver este sentimento de uma forma verdadeira, se este for verdadeiro, e na sua plenitude.
Era preciso ser irracional para matar essa sede…. Mas a razão sente medo de saciar esta sede.
Existem muitas coisas que se podem fazer em função deste sentimento, que este não pode ser usado apenas para matar uma sede, que não pode ser apenas uma fantasia, uma imagem do seria o verdadeiro amor.


Paula Ribeiro