segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dever de Amar (casos conjugais)


Gostar de alguém (amar) deveria ser sempre recíproco, assim, pelo menos ficavam resolvidos os problemas do amor não correspondido. Porém, num mundo imperfeito, ninguém tem, a priori, a garantia da reciprocidade do amor. Por isso, por vezes, alguns “mal-amados” “culpam” os outros por não os amar. Mas será que alguém tem o dever de corresponder ao sentimento do outro? Qual a responsabilidade de uma pessoa que é amada mas não tem o mesmo amor para devolver? O facto de uma pessoa nos amar obriga-nos a amá-la também? Insensivelmente, poder-se-ia dizer que quem ama sem ser correspondido arranjou “um enorme problema” para si mesmo. Sendo assim, não é da sua responsabilidade cuidar do amor que sente? Em todo o caso, quando o amor não é correspondido, parece mais lógico “arranjar” uma forma de fazer com que seja correspondido, no entanto, (desistir) e seguir em frente, por vezes, pode ser a única forma de cuidar do amor que sente.


Paula Ribeiro