domingo, 30 de outubro de 2016

Itália, 30 de Novembro de 2016


Querido Ricardo, 

Provavelmente nunca irás ler esta cartinha, mas ainda assim fiz questão de ta escrever. Escrevo-te porque acho importante dizer-te o quão importante és para mim.
Começo por te dizer que é um prazer ter-te na minha vida. Apesar de seres um “teimoso” é uma grande alegria ter a oportunidade de ouvir o teu ponto de vista, mesmo quando defendes algo em que nunca irei estar do teu lado. Oh Ricardo, tu não imaginas a paixão que transmites com a tua garra com que defendes o teu ponto de vista. Mas o que mais admiro em ti é o teu dom de me fazer rir. Gosto de ti duas vezes mais por isso.
Enfim, se pudesse fazer um pedido, pedir-te-ia que não saísses da minha vida. Que continuasses a encher a minha vida de alegria. Se pudesse dizer-te algo dir-te-ia apenas que é um orgulho para mim ter-te “conhecido” e partilhar o que partilhamos juntos. 
Beijinhos
Paula Ribeiro

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Causa oficial da morte: Mal de amor



Quando alguém se apaixona, supõe-se (idealiza-se) que seja para sempre, ainda que não exista nenhum plano maduro para sustentar “o para sempre” Porém, às vezes somos confrontados com uma outra realidade. Descobrimos que a probabilidade de ser para sempre é remota. Descobrimos que a pessoa por quem estamos apaixonados não está apaixonada ou deixou de estar apaixonada por nós. A paixão não correspondida é uma grande decepção, faz de nós miseráveis, abaixo de um cão, faz-nos até questionar sobre nós mesmos, mas e daí?
Oficialmente, parece que ninguém nunca terá morrido do mal de amor/paixão e para além disso ninguém nunca garantiu que o facto de estarmos apaixonados dá direito absoluto a ter um apaixonado.


Paula Ribeiro