quarta-feira, 31 de maio de 2017

De admiração à desilusão


Admiração não é propriamente um sentimento que se tem para com todas as pessoas à nossa volta. Se calhar nem sempre há uma razão lógica para se admirar uma pessoa. Poucas vezes nos questionamos por que admirar uma pessoa e não a outra, isto porque, aparentemente, vivemos bem tanto o facto de admirar uns como o facto de não admirar outros.
A situação muda quando esta mesma pessoa passa de um patamar de uma admirada para um displicente ou seja quando a nossa consideração para com uma pessoa passa de 80 para 8 (ou 80 para 0).
Quando o nosso admirador ou a nossa admiradora nos consegue desiludir profundamente ficamos divididos. Por um lado, sentimos tentados a achar que a pessoa em questão é uma “má pessoa” que conseguiu até nos iludir a admirá-la. Por outro lado, sentimo-nos um “palerma” por nos deixarmos iludir e admirar esta pessoa.

Paula Ribeiro

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Olá



Sei que muitas coisas mudaram na nossa vida...

Sei que a distância que nos separa hoje não é apenas uma linha e um monte, mas sim um oceano, no entanto ainda assim, às vezes imagino-te a ligar-me e dizer "vou apanhar o último comboio, chego a tua casa daqui a pouco”.

Bem sei que já não posso ligar-te muito tarde para não acordar os meninos, e nem podemos falar muito para não incomodar a pessoa ao teu lado, mas ainda sim de vez em quando apanho o telefone para te ligar sem pensar na hora.

Também sei que já não faz sentido dormimos na mesma cama ou no mesmo quarto. O pior é que já nem há “espaço”, mas finjo que não percebo que já não há “espaço”.

É óbvio que já não estou aí, aliás nem tu estás aí, mas quero que me mandes mensagem a pedir para ir ter contigo. Ou então que me peças para te abrir a porta.

Sei que muitas coisas mudaram, mas isto não significa que não preciso de ti, que não tenho saudades tuas.

Paula Ribeiro

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Vida, curta e Preciosa


A vida é demasiado curta e muito preciosa para dedicarmos às pessoas e às coisas que de nada nos valem. Porém, o facto de uma pessoa, uma coisa não ser importante na nossa vida, não significa que não têm importância e nem significa que somos melhores ou que fazemos melhores. Essas coisas acontecem, às vezes, simplesmente por uma questão de “incompatibilidade vivencial” (porque não gostamos disso ou porque elas fazem assim). Admitindo ou não, todos nós por vezes nos cruzamos com algumas pessoas de quem não gostamos e elas mesmas por vezes “nos obrigam” a enfrentar/ultrapassar muitas coisas das quais também não gostamos. Se for uma pessoa ou uma coisa “normal” o problema provavelmente é nosso. Sendo assim, porque desperdiçar o precioso tempo e dedicar as pessoas e as coisas sem importância para nós?

Paula Ribeiro